Inteligência Artificial no Brasil: por que a adoção diária ainda é baixa?

IA no Brasil

Todo mundo fala sobre inteligência artificial (IA). Relatórios, eventos, cursos e debates se multiplicam como nunca. Mas a pergunta que realmente importa é: quantos brasileiros estão usando a IA de forma consistente no dia a dia do trabalho?

A Pesquisa Global Hopes and Fears 2024, conduzida pela PwC, traz um dado intrigante: 76% dos brasileiros já testaram a IA generativa, mas apenas 17% a utilizam diariamente. No cenário global, essa proporção é ainda menor: 12%.

Isso revela um contraste curioso sobre a inteligência artificial no Brasil. Nosso país está entre os que mais experimentam a tecnologia, mas o uso contínuo ainda não se consolidou. O fascínio pela IA é evidente, mas a adoção real segue limitada. O que explica essa lacuna?

Se a IA está acessível e suas aplicações crescem exponencialmente, por que ainda há um gap entre a curiosidade e a incorporação efetiva no cotidiano das organizações? Trago aqui algumas hipóteses:

A Inteligência Artificial no Brasil: Um Cenário de Experimentação

Muitos profissionais e empresas no Brasil estão testando a IA, mas a implementação em larga escala ainda enfrenta desafios. A experimentação é importante, mas não garante a transformação digital.

Por que a Adoção da IA no Dia a Dia Ainda é Limitada?

Existem diversos fatores que podem explicar a baixa adoção da IA no cotidiano dos brasileiros:

  1. Falta de capacitação: Muitos profissionais ainda não sabem como aplicar a IA de forma produtiva e estratégica no trabalho. O aprendizado sobre essa tecnologia avança, mas não se tornou parte da cultura organizacional da maioria das organizações.
  2. Resistência à mudança: A adoção de novas tecnologias exige uma mudança de mentalidade. Algumas corporações ainda veem a IA como uma ameaça ou um “modismo”, sem uma visão clara de como ela pode impulsionar a produtividade e a inovação, por exemplo.
  3. Medo da substituição: Há um receio legítimo sobre o impacto da IA nos empregos. Mas a grande questão não é se ela vai substituir pessoas e, sim, como os colaboradores podem trabalhar melhor com a ferramenta.
  4. Inexistência de um direcionamento estratégico: Diversas empresas adotam IA sem um plano estruturado, apenas por pressão do mercado. Sem uma estratégia clara, a ferramenta vira um experimento isolado e não uma transformação verdadeira nos processos.

O Futuro da IA no Trabalho: Capacitação e Estratégia

Já falei e repito: quem dominar essa curva de aprendizado primeiro, sai na frente. A inteligência artificial não é uma promessa do futuro, é uma realidade do presente. A questão não é se devemos usar, mas como vamos integrar essa ferramenta de forma estratégica e segura.

Se o nosso país já se mostrou um dos mais abertos à experimentação, o próximo passo é transformar essa curiosidade inicial em uma adoção consistente e efetiva. Concorda?


E no seu cotidiano, a IA já está integrada ou ainda fica no campo das promessas? No meu Instagram, destaquei algumas que uso diariamente para potencializar a minha rotina. Confere aqui!